sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Menina, Mulher

Tão pequena, tão grande.
Tão perto, tão distante.

Tão frágil, tão forte.
Tão eu, por sorte.

Sou menina, sou mulher,
sou o que eu quiser

Sou livre, sou leve,
sou o que a vida escreve.

Sou passado, sou futuro.
E vou além do muro.

Sou ousadia, sou poder,
sou incrédula, ou posso crer.

Invento cores.
Provo sabores.

Sou forma, sou cor.
Sou cheia de amor.

Gosto de respeito.
Tenho o meu jeito.

Gosto de me sentir valorizada.
Gosto de ser bem tratada.

Meu cabelo, meu estilo...
Exponho ou deixo em sigilo?

Minha roupa, meu figurino?
Não faça papel de menino!

Com ou sem maquiagem?
Ha! Essa é a minha viagem.

Um batom,
o meu tom.

Um esporte, um time?
Posso ter. Mas não se anime.

Tenho o meu tempo.
Sou o meu tempo.

Sou feliz, sou contente.
Sou fria e ausente.

Tudo depende de como me ver.
Tudo depende do que quero ser!

Sou rica, sou pobre,
uso ouro, uso cobre.

Sou favela.
Sou viela.

Sou quebrada.
Sou amada.

Sou riso e poesia.
Sou festa todo dia.

Sou arte, cultura,
desenho, escultura.

Sou pop, sou samba,
sou rock, sou bamba.

Sou reggae e axé.
Sou o que eu quiser.

Índia guerreira,
negra lavadeira.

Branca, crioula.
Brilho, lantejoula.

Purpurina.
Menina.

Sou menina, sou mulher
que sabe o que quer.

O que eu quero então?
Isso depende da ocasião.

Quero amor!
Quero flor!

Quero viver!
Quero ser!

Quero liberdade!
Quero verdade!

Quero amar!
Quero viajar!

Quero dançar!
Quero tentar!

Quero conversar com o olhar!
Quero de nada falar!

Falar sem parar...
Também contestar.

Sem medo de errar, afirmar.
Sem medo do não, perguntar.

Sem medo da morte, ser forte.
Talvez não exista sorte.

Talvez só exista vontade.
De ter a mais plena felicidade!

Sou mulher e quero ser feliz.
Ser mestre e aprendiz.

Ser eu, sem julgamento.
Buscar aprimoramento.

Esse é o meu momento!
Esse é o meu sentimento.

Confuso? Talvez.
Mas agora é minha vez...

de falar e ser ouvida.
Sou mesmo atrevida!

(Laina Kariny)

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